Criciúma (SC)
O Governo de Criciúma, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, continuará realizando mutirões de consultas em especialidades médicas durante todo o mês de março, aos sábados, no Complexo de Saúde Santo Agostinho. A medida busca ampliar o acesso aos atendimentos e reduzir a fila de espera na rede pública.
Em fevereiro, foram realizadas cerca de 622 consultas durante os mutirões. No entanto, a Secretaria de Saúde registrou 22% de faltas de pacientes nas consultas agendadas.
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O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, afirma que os mutirões são uma estratégia para atender demandas acumuladas nas especialidades com maior tempo de espera e pede a colaboração da população. “O mutirão é uma estratégia para dar vazão às demandas acumuladas nas especialidades com maior tempo de espera. Manteremos nosso compromisso com a excelência em saúde do município de Criciúma, mas precisamos contar com o apoio da população. Neste mês de fevereiro foram, aproximadamente, 140 pacientes faltantes, o que é um número muito alto”, diz.
O vice-prefeito Salésio Lima destaca que o alto índice de ausências impacta diretamente a gestão dos recursos públicos. “No ano passado registramos cerca de 40% de faltas. Estamos ampliando atendimentos com especialistas e horas extras, o que gera custos ao município. Por isso, além da nossa responsabilidade na gestão, é fundamental que a população também colabore, comparecendo às consultas agendadas”, afirma.
Os agendamentos são organizados pela Central de Regulação e confirmados pelas equipes das unidades de saúde, com apoio dos agentes comunitários. Neste mês de março, os mutirões contemplam as especialidades de psiquiatria, dermatologia, endocrinologia, neuropediatria, neurologia, pneumologia, reumatologia e proctologia.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid Freitas, a definição das áreas atendidas ocorre a partir de levantamento técnico das demandas existentes. “Estamos ampliando o acesso às especialidades com maior tempo de espera a partir de critérios técnicos. No entanto, o comparecimento do paciente é fundamental para que possamos dar continuidade aos atendimentos. A estimativa é manter entre 100 e 200 consultas por final de semana durante o mutirão”, afirma.
Para viabilizar os atendimentos, a Secretaria de Saúde disponibilizou profissionais da rede municipal em regime de hora extra e também contratou consultas por meio de consórcio intermunicipal, ampliando a capacidade de atendimento.
Solução para o número de faltas
O alto índice de faltas em consultas agendadas segue como um dos principais desafios da rede municipal de saúde. Em alguns períodos, o absenteísmo chegou a 40%.
Para enfrentar o problema, a Secretaria de Saúde está desenvolvendo a integração dos bancos de dados para envio de avisos aos pacientes por meio do aplicativo WhatsApp.
“Atualmente utilizamos o sistema de SMS, com envio de mensagens no momento do agendamento efetuado pela Central de Regulação. Mesmo assim, ainda registramos índices elevados de faltas. Com a integração ao WhatsApp, pretendemos tornar a comunicação mais ágil e reduzir o número de ausências recorrentes”, explica o secretário.
A secretaria também estuda a possibilidade de permitir avisos e remarcações de consultas por meio de conversas diretas no aplicativo, integrando reguladores de saúde e equipes das unidades básicas.
“Reforçamos a necessidade de que os usuários mantenham seus dados cadastrais atualizados e informem a unidade de saúde sempre que não puderem comparecer. Assim é possível reorganizar a agenda e garantir que outro paciente seja atendido”, conclui Freitas.
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